A crise da representação?

Atualmente, me parece que há fortes indícios sobre a fragmentação da teoria da representação política. Os sinais são muitos e inclusive fortes.

Não são poucas as afirmações que colocam – consoantes às perspectivas tanto do eleitor quanto do eleito, seja do representante como do representado – os sujeitos da representação como não possuindo qualquer tipo de sinergia ou sem interesses entre si.

Os interesses são díspares, isto comparativamente no universo unitário dos sujeitos da mesma categoria seja no universo dos sujeitos entre as categorias diferentes.

Ninguém, nos dias hoje, parece estar disposto a creditar na teoria da representação, como queriam os federalistas norte-americanos, qualquer sinal de legitimidade.

Em qualquer modelo político-democrático, a representação é o mecanismo social pelo qual as demandas dos diversos segmentos sociais devem ser fixadas em agendas políticas. Sendo assim, a democracia representativa não é mais considerada como fundamental a sustentação da democracia, conforme as configurações políticas vigentes.

O distanciamento entre os sujeitos da relação representativa é inevitável e é constrangedor. Desta maneira, vez que a democracia depende, em sua essência, da total correspondência entre as pretensões que caracterizam os sujeitos da relação representativa, um dos desafios das sociedades contemporâneas é elevar o nível de correspondência.

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